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OU PELO CÓDIGO DO IMÓVEL: Buscar Imóvel para Aluguel de forma detalhada
28 de Janeiro de 2015

LOCATÁRIOS TROCAM IMÓVEIS EM BUSCA DE MENOR GASTO

Em quatro anos, a taxa de pessoas que moram de aluguel subiu de 17,8% para 20,3%, aponta pesquisa.

Os fortalezenses têm procurado diminuir custos quando o assunto é despesa com aluguel residencial. A observação é da Associação dos Administradores de Imóveis do Ceará (Aadic). De acordo com a entidade, na comparação entre os anos de 2013 e 2014, houve um pequeno crescimento do número de devolução de chaves, mas a alta foi maior ainda em valores devolvidos.

"No mercado de Fortaleza e Região Metropolitana, o que constatamos foi um crescimento de 2,69% no número de unidades devolvidas - contratos encerrados - e de 25% em valores. Isso significa que foram devolvidos os imóveis mais caros e as pessoas estão migrando para outros mais baratos, explica o presidente da Aadic, Germano Belchior.

No entanto, para Germano, que também é diretor superintendente da Alessandro Belchior Administração de Imóveis, o número de pessoas que moram em unidades alugadas vem crescendo. "Em 2009, 17,8% das pessoas moravam em imóveis alugados e em 2013 o percentual subiu para 20,3%. A taxa de pessoas que moram em imóveis próprios ficou praticamente ficou inalterada, passando de 73,5% para 73,3%, segundo pesquisa recente do IBGE".

Com giro maior no mercado, ofertas de imóveis residenciais para aluguel podem ser mais vistas do que compra e venda. Conforme a diretora comercial da SJ Imóveis, Lídia Hiluy Vieira, a velocidade do giro no aluguel não está como há dois anos, mas continua bem maior do que a compra. "As placas de venda existem em maior quantidade, pois há muita coisa nova chegando no mercado. Há dois anos, não existia tanta oferta exposta à venda", explica.

Lídia acredita que, ainda neste ano, será possível notar uma mudança no cenário local, que deve ganhar mais imóveis disponíveis para aluguel.

"Alguns interessados em vender acabam migrando para locação com a finalidade de não perder dinheiro, já que existem despesas como condomínio para pagar. Essa migração vai muito da situação de cada proprietário", afirma a diretora comercial, enfatizando o alto número de empreendimentos lançados e entregues recentemente.

Prioridades na procura

Infraestrutura e proximidade do trabalho estão entre as prioridades de quem procura um imóvel para alugar. Outro fator que define o perfil do inquilino é a proximidade do trabalho e ganho de tempo para comprar a residência própria com cautela, garantem os profissionais da área. A empresária Juliana Lima é um dos exemplos citados pelos profissionais do ramo Recém-casada, ela e o esposo adiaram o sonho da casa própria e planejam a compra em dois anos e meio. "Ainda não temos certeza absoluta do nosso destino geográfico profissional. Não seria inteligente da nossa parte comprar um imóvel aqui no momento. Queremos planejar a compra com calma, vamos amadurecer profissionalmente, juntar mais renda no FGTS e dinheiro para dar de entrada. Além do mais, atualmente, não gostaria de ter meus filhos morando aqui, onde temos poucas escolas e opções de lazer", justifica.

Aldeota e Meireles; Papicu, Cocó e Bairro de Fátima; Guararapes, Água Fria e Parquelândia estão entre os mais requisitados por quem procura um lugar para morar pagando aluguel. Já os imóveis médios, de até 100m², são os preferidos da maioria dos fortalezenses.

Aluguel pode aumentar entre 3,69% e 6,41%

O valor do aluguel de contratos que preveem reajuste no primeiro mês do ano pode ter aumento que varia de 3,69% a 6,41%, dependendo do índice de atualização definido pelas partes (proprietário e inquilino) em cláusula contratual. O inquilino pagará o valor reajustado na virada de fevereiro. O porcentual de aumento corresponde à variação acumulada pelo respectivo índice, previsto em contrato, no período de 12 meses, de janeiro a dezembro de 2014.

Os índices de inflação mais adotados no mercado de locação são o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) e o IGP-DI (Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna), da Fundação Getúlio Vargas (FGV); o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e o IPC Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da Universidade de São Paulo (USP).

Ajustes mais baixos

Os inquilinos amarrados a contratos com reajuste atrelado aos índices calculados pela FGV, como o IGP-M e o IGP-DI, terão reajuste por índices mais baixos em janeiro que os calculados por outros institutos de pesquisa, como o IBGE ou a Fipe.O aumento pelo IGP-M será de 3,69% (multiplique o valor pago até dezembro por 1,0369) e pelo IGP-DI, 3,78% (multiplique o valor que vem sendo pago por 1,0378, para obter o valor atualizado).



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